Apesar de todo estresse, como vai a saúde do seu intestino?

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“Não somos o que comemos. Somos aquilo que conseguimos absorver da alimentação!”

Na correria do dia a dia, de trabalhos, reuniões e cuidados com a família, muitos acabam deixando de lado a alimentação adequada e não dando muita importância ao intestino.

Os alimentos, além de suas funções nutricionais, produzem alguns efeitos metabólicos e fisiológicos no organismo, e devem ser consumidos de preferência em sua forma original, para que possam demonstrar o seu real benefício. Quanto mais alimentos naturais e funcionais ingeridos, mais atividades antioxidantes e de proteção de órgãos vitais, assim como inúmeros outros benefícios. A ingestão de alimentos saudáveis é mais uma das estratégias para prevenir e controlar alguns tipos de doenças crônico-degenerativas, auxiliando o organismo a se fortalecer.

O intestino é um ambiente com um vasto número de espécies de bactérias distintas. Elas estão disseminadas por todo trato gastrointestinal, porém com concentrações diferentes em cada segmento.

A composição dessa microbiota intestinal, assim como a interação entre o hospedeiro e as bactérias que a compõe, é muito importante para o bem-estar e saúde do ser humano e dependem de alguns fatores:

  • Consumo de carboidratos complexos;
  • Excesso de açúcares;
  • Abuso de bebidas alcoólicas;
  • Consumo adequado de vegetais e legumes;
  • Consumo adequado de gorduras “boas”;
  • Consumo de alimentos industrializados;
  • Níveis de estresse;
  • Uso de antibióticos e outros fármacos;
  • Atividade física regular.

Sabe-se que os microrganismos que habitam nosso intestino fazem parte na manutenção do nosso “equilíbrio interno” (homeostase). A microbiota intestinal possui mais atividade metabólica que todo o nosso organismo. Essas bactérias agem em sinergia e suas ações ocorrem devido à comprovada simbiose entre várias espécies.

A falta de reconhecimento das funções já entendidas da nossa microbiota intestinal faz com que essa relação seja conturbada. Diariamente esta comunidade é agredida e isso contribui para não alcançar um estado de saúde adequado. Melhorar essa relação ajudará o paciente ter em troca uma melhor regulação das funções digestivas, absortivas, imunológicas hormonais, detoxificante e endócrinas.

Há uma grande influência exercida pela microbiota intestinal no desenvolvimento e maturação da imunidade local (TGI) e sistêmica. Existem inúmeras evidências sobre as ações de várias espécies de bactérias probióticas na formação, ação e modulação de respostas imunológicas, natural e adquirida. Quando há um desequilíbrio importante da nossa microbiota intestinal, predominando bactérias patogênicas (causadoras de doenças), fungos e outros patógenos, desenvolvemos uma condição denominada DISBIOSE intestinal. Existem diversos estudos que associam a disbiose sendo um dos fatores desencadeante de várias doenças sistêmicas, incluindo as doenças autoimunes.

Diante do exposto acima, fica o conhecimento de que a alimentação contribui significativamente para manter nosso organismo em pleno funcionamento e equilíbrio, e que aquilo que conseguimos absorver das refeições vai depender de um intestino saudável. Somos formados por nutrientes e se não cuidarmos inicialmente do nosso órgão responsável pela absorção dos mesmos, nada vai entrar em equilíbrio.

Por: Dr. José Paulo Marques Filho
Médico
CRM/GO: 23431
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