Tratamento do Glaucoma: Laser ou Colírios? Qual o melhor?

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1- O que é a trabeculoplastia seletiva a laser ou SLT?

Consiste na aplicação de laser no tecido do trabeculado (que nada mais é que o “ralo” por onde é drenado o liquido do nosso olho, denominado humor aquoso) de modo a promover alguma mudança na sua estrutura, e dessa maneira ser alcançada a redução na pressão intraocular (PIO) através do aumento da drenagem. É um procedimento não invasivo, com ação localizada e focal.

2- E como ele funciona?

O laser é aplicado com uma baixa energia e durante um intervalo curto de tempo. Desta maneira a interação do laser com a melanina intracelular ocorre sem que haja lesão mecânica ou térmica ao tecido. O que acontece é a liberação de mediadores inflamatórios e através de mecanismos celulares e bioquímicos, ocorre o aumento do fluxo de humor aquoso pelo trabeculado e diminuição da PIO.

4- Quais os pacientes que podem fazer uso desse laser para tratamento do glaucoma?

Há evidências cada vez mais robustas do benefício do uso do SLT, inclusive como tratamento inicial antes mesmo da introdução de colírios hipotensores. Tem sido comprovado seu benefício em pacientes com glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado em que o ângulo abriu após iridotomia (cirurgia de catarata), glaucoma pseudoexfoliativo, glaucoma pigmentar e glaucoma juvenil.

É também especialmente útil em casos em que os pacientes apresentam alterações importantes na superfície ocular secundária ao uso dos colírios, contraindicações clínicas ao uso de hipotensores tópicos ou dificuldades de aderência ao tratamento com colírios, visto que a aplicação do laser pode implicar em diminuição da necessidade de medicações.

5- Como funciona o procedimento?

O procedimento é realizado com anestesia por meio do uso de colírios, além do uso da lente de gonioscopia para visulização do trabeculado. Procede-se então, com a aplicação do laser, que ocorre sem dor para o paciente e que é realizado em uma única sessão. Após o procedimento, faz-se uso de colírios anti-inflamatórios e o paciente é reavaliado em 2 semanas.

A resposta esperada é uma redução de 35% da PIO e, além disso, o procedimento pode ser repetido caso tenha sido observada uma boa resposta. Vale ressaltar que se trata de um procedimento não invasivo, em que não são feitos “cortes” nos olhos, e que não apresenta os efeitos colaterais normalmente vistos com o uso dos colírios. Temos o prazer de ser a primeira clínica em Goiânia a contar com essa tecnologia para oferecer aos nossos pacientes.

 

Por: Dr. Fábio Daga
Oftalmologia
CRM/GO: 22410 | RQE: 11596
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