Revista Mais Saúde: Wanessa, o mercado de saúde e emagrecimento em Goiânia é muito vasto. Qual é o grande diferencial que a Body & Science traz para este cenário?
Wanessa Brandão: Nosso diferencial é substituir a estimativa pela exatidão. O mercado comum trabalha com protocolos genéricos, mas nós entendemos que “um tamanho não serve para todos”. A Body & Science nasceu para preencher uma lacuna: a falta de dados precisos na jornada do paciente. Somos um braço tecnológico que oferece suporte para nutricionistas, médicos, profissionais da educação física, psicólogos e fisioterapeutas que não abrem mão da excelência. Não entregamos apenas números, entregamos o "mapa da mina" para que esses profissionais e seus pacientes atinjam resultados baseados em dados reais.
Revista Mais Saúde: Você costuma dizer que muitas pessoas ainda são avaliadas por métodos do século retrasado. O que você quer dizer com isso?
Wanessa Brandão: Exatamente. Não faz sentido utilizarmos apenas o Índice de Massa Corporal (IMC), uma equação desenvolvida em 1832, para tratarmos a complexidade da obesidade ou buscar performance em pleno 2026. O IMC nasceu para estudar populações e não distingue músculo de gordura. Na Body & Science, utilizamos a InBody 770, que possui Grau A de recomendação pela ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade), e o Foto Scanner 3D (Styku). Com esse scanner corporal 3D, o paciente vê seu corpo em um avatar digital, com centenas de medidas e circunferências, e acompanha com dados milimétricos a evolução do seu shape. É o fim da dependência da balança comum para diagnosticar condições como obesidade e sarcopenia.
Revista Mais Saúde: Estamos vivendo a era das "canetas emagrecedoras". Como a tecnologia da Body & Science auxilia quem está fazendo uso dessas medicações?
Wanessa Brandão: Essa é uma questão vital. Estudos recentes mostraram que, em processos de emagrecimento com essas medicações, até 35% do peso perdido pode ser de massa magra. Perder músculo é perder saúde e comprometer o metabolismo a longo prazo. O monitoramento através da nossa bioimpedância valida e do foto scanner é fundamental para identificar essa perda precocemente. Só assim os profissionais conseguem intervir com ajustes na dieta e no treino para minimizar esse problema, garantindo que o paciente perca gordura, e não saúde.
Revista Mais Saúde: E quanto ao famoso "metabolismo lento"? A ciência já consegue dar uma resposta definitiva para quem sente que não emagrece apesar da dieta?
Wanessa Brandão: Com certeza. O "achismo" acaba com a Calorimetria Indireta. É o Padrão Ouro da nutrição de precisão. A gordura e o carboidrato queimados são eliminados através da respiração. Nós medimos o consumo real de oxigênio do paciente para saber exatamente quanto ele gasta de energia em repouso. Com essa precisão laboratorial, o nutricionista consegue criar um cardápio sob medida. Isso permite prescrever uma estratégia com alvo certeiro, seja para perda de peso ou ganho de massa muscular. Sem “achismos”.
Revista Mais Saúde: Além da parte metabólica e estética, a clínica também olha para o sono. Qual a conexão da Apneia com os resultados do corpo?
Wanessa Brandão: O metabolismo não funciona isolado. Noites mal dormidas bloqueiam a perda de peso, aceleram a inflamação e geram resistência insulínica. Por isso, oferecemos a Análise Domiciliar da Apneia do Sono, com tecnologia validada pelo Incor-USP. Identificar o ronco e a qualidade do descanso no conforto do lar é vital para o sucesso clínico. Sem um sono reparador, o corpo entra em modo de estresse, sabotando qualquer plano alimentar ou de treinamento.
Wanessa Cristina Bueno Brandão é gestora da Body & Science, centro de inteligência metabólica especializado em diagnósticos de precisão.
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