Subir escadas começa a incomodar. Caminhar por muito tempo já não é tão simples. O joelho incha, dói e, aos poucos, atividades simples passam a limitar sua qualidade de vida.
Muitas pessoas convivem com dores no joelho acreditando que isso faz parte apenas da idade ou da rotina. Porém, em muitos casos, esses sintomas estão relacionados às lesões da cartilagem — um problema cada vez mais frequente mesmo em pacientes jovens e ativos.
Nos últimos anos, a medicina ortopédica evoluiu de forma importante com os chamados tratamentos ortobiológicos, terapias modernas que buscam auxiliar na preservação da articulação, no controle da dor e na melhora funcional do joelho.
Segundo o ortopedista especialista em cirurgia do joelho, Dr. Ulbiramar Correia, cada paciente precisa ser avaliado de maneira individualizada.
“Não existe um tratamento igual para todos. Cada joelho possui um padrão de desgaste, um alinhamento, um nível de inflamação e expectativas diferentes. A medicina moderna exige uma abordagem personalizada e baseada em ciência”, explica.
O avanço dessas terapias também vem sendo respaldado pela literatura científica internacional. Um estudo publicado em 2025 na revista Arthroscopy, conduzido por Li Y. e colaboradores, demonstrou melhores resultados clínicos do PRP em comparação ao ácido hialurônico em pacientes selecionados com artrose inicial do joelho, principalmente na melhora da dor e da função articular.
Entre os tratamentos mais utilizados está o ácido hialurônico, substância naturalmente presente na articulação e que pode auxiliar na lubrificação e no amortecimento do joelho.
Outra opção é o PRP (Plasma Rico em Plaquetas), técnica realizada a partir do próprio sangue do paciente, concentrando fatores biológicos relacionados ao controle inflamatório e à resposta tecidual.
Já o BMAC utiliza componentes biológicos obtidos da medula óssea, enquanto as células mesenquimais derivadas da gordura vêm sendo estudadas como alternativas modernas na preservação articular.
Apesar do avanço da medicina ortobiológica, Dr. Ulbiramar reforça um ponto importante: não existem soluções milagrosas.
“O sucesso do tratamento depende da indicação correta, da associação com fortalecimento muscular, fisioterapia, controle do peso e de uma equipe comprometida com medicina baseada em evidências.”
Mais do que tratar exames, o objetivo atual é preservar movimento, autonomia e qualidade de vida.





