Recebo muitas pacientes que chegam ao consultório com a sensação de que estão “envelhecendo rápido demais”. E quase sempre essa percepção vem acompanhada de uma certa urgência, como se fosse preciso corrigir tudo de uma vez.
Mas, ao longo dos anos, eu fui entendendo que envelhecer bem não tem a ver com parecer mais jovem.
Tem a ver com se reconhecer no espelho.
A pele muda. O rosto muda. A forma como a gente se vê também muda.
E isso não deveria ser tratado como um problema a ser corrigido, mas como um processo a ser cuidado.
Existe hoje uma pressão muito grande para manter uma aparência que não acompanha o tempo.
Referências irreais, filtros, comparações constantes… tudo isso faz com que muitas mulheres sintam que estão “atrasadas” em relação à própria imagem.
No consultório, o meu trabalho não é apagar o tempo.
É cuidar da pele para que ela envelheça com saúde, com qualidade e com naturalidade.
Isso, muitas vezes, passa por melhorar a textura da pele, estimular colágeno, cuidar da hidratação, da rotina, dos hábitos.
E, quando indicado, utilizar procedimentos que respeitem a estrutura do rosto e a expressão de cada pessoa.
Não se trata de mudar um rosto.
Se trata de acompanhar esse rosto ao longo do tempo.
Eu costumo dizer que o melhor resultado é aquele que não chama atenção, mas faz a paciente se sentir bem.
Mais descansada, mais segura, mais confortável com a própria imagem.
Envelhecer bem não é voltar no tempo.
É seguir em frente com cuidado.
E, quando esse cuidado é feito com calma, com critério e com respeito, o resultado deixa de ser uma busca por perfeição e passa a ser uma relação mais leve com a própria pele.





